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  • Foto do escritorCarolina Martins Vieira

A importância da doação de sangue para pacientes oncológicos

Pacientes submetidos a tratamentos de câncer podem adquirir anemias significativas que, nos contextos mais graves, necessitam de transfusão de hemácias

Já ouviu dizer que doar sangue é um ato de solidariedade? Para falar a respeito, convido esta semana a acadêmica de medicina Letícia Azevedo.

O Hemominas, nesta semana, publicou um gráfico com as reservas de sangue em que a maior parte dos grupos sanguíneos não apresentam quantidade adequada para um bom estoque. Sendo um sistema que depende principalmente da ação voluntária da população, muitas vezes a própria rede fica sem opções no tratamento de diversos pacientes.


Atualmente, uma única doação pode ajudar até quatro vidas. Vamos entender o porquê. A partir da obtenção do sangue, ele pode passar por vários processos em que se obtém os hemocomponentes e hemoderivados, sendo eles desde hemácias concentradas até mesmo fatores de coagulação. Para, ainda, aperfeiçoar o sistema de transfusão, a rede conta com o programa Patient Blood Management (PBM), que auxilia no manejo tanto do paciente quanto do sangue em busca da melhoria de ambos.


Nesse sentido, é necessário entender as condições que levam a necessidade da demanda desses componentes. Muitas vezes a gente só pensa no cenário de traumas, não é mesmo? Aquele paciente que perdeu muito líquido e necessita de doação. Mas a necessidade vai além desse contexto. Pode-se ajudar pacientes que irão passar por cirurgias, hemofílicos, e, dentre diversos outros, os pacientes oncológicos.


Na oncologia, o sangue e seus componentes derivados são se suma importância, visto que frequentemente se torna necessário o uso desses. No geral, diversos pacientes, quando submetidos aos tratamentos oncológicos e radioterápicos, adquirem anemias crônicas e significativas, que nos contextos mais graves necessitam de transfusão de hemácias.


O mesmo ocorre nas plaquetopenias - deficiência de plaquetas- relacionadas a essas terapias, que afetam principalmente a coagulação, sendo necessário o uso de concentrados de plaquetas. Ainda há os componentes utilizados nos panoramas de cirurgias de retirada de tumor e terapias intensivas que, devido ao contexto mais frágil desses pacientes, se torna comum nas práticas clínicas e cirúrgicas. Já em contextos mais específicos, nas leucemias, as demandas são ainda maiores. Principalmente porque essas doenças são relacionadas à medula óssea, a nossa produtora de sangue, e como os tratamentos atingem essa estrutura, a produção fica mais deficiente.


E aí?! Agora que já entendeu um pouco mais sobre a importância desse ato, bora doar? Basta ir ao hemocentro mais próximo ou até mesmo agendar no site. Dúvidas também podem ser retiradas por lá.


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