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  • Foto do escritorCarolina Martins Vieira

A importância de se abordar a sexualidade do paciente oncológico

A qualidade de vida de pacientes oncológicos engloba vários âmbitos, incluindo sua sexualidade, que pode sofrer impactos causados pela doença





A qualidade de vida de pacientes oncológicos engloba vários âmbitos, incluindo sua sexualidade, que pode sofrer impactos causados pelo câncer e/ou por seus tratamentos. Para conversar mais a respeito, convido a doutora Stany de Paula, ginecologista e sexóloga do Hospital Vila da Serra. Vamos nessa e na próxima coluna responder a algumas dúvidas enviadas por nossos leitores.


Como abordar o tema de sexualidade em pacientes oncológicos?

Como em todas as consultas médicas, o tema sexualidade deve ser abordado como uma avaliação de qualidade de vida, incluindo interação com a parceria, avaliação funcional, orgânica e psíquica com perguntas referentes à prática sexual, se houve alguma modificação após o diagnóstico e também orientando sobre alguma possível alteração devido ao tratamento. Nessa abordagem, além do médico, deve ser incluída a equipe multiprofissional, englobando profissionais da área de psicologia, fisioterapia e enfermagem.


Tratamentos de quimio e radioterapia causam diminuição da libido?


Alguns tipos de quimioterapia podem levar a fadiga e a outros efeitos colaterais que diminuem o interesse sexual. A radioterapia, quando direcionada para a região pélvica, pode ocasionar alterações na lubrificação, elasticidade das mucosas e sensibilidade dos órgãos sexuais.


Tratamento hormonal para câncer de mama altera libido?


Os hormônios usados para os tratamentos podem induzir a uma menopausa precoce e assim interferir na resposta hormonal feminina. Entretanto, a maioria dos efeitos são psíquicos e orgânicos, como: fogachos, insônia, secura vaginal, que desestimulam a resposta de desejo da paciente.


Quais benefícios o sexo pode trazer para um paciente com câncer?


Como um momento de busca do prazer, a relação sexual pode promover melhor relaxamento, melhora da ansiedade, maior interação com as parcerias e o próprio conhecimento do corpo. Além disso, é um momento lúdico, que aumenta a intimidade e a autoconfiança.


Há contra-indicações em manter relações sexuais durante o tratamento oncológico?


A não ser que esteja fazendo tratamento local de braquiterapia ("radioterapia interna"), ou o paciente se encontrar prostrado, fadigado ou com alteração imunológica grave, as relações sexuais não são contra-indicadas. Devem ser incentivados os vínculos afetivos entre as parcerias, o que significa que nem sempre a intimidade deve terminar em relações sexuais penetrativas.


Ouvi dizer que ejacular muitas vezes protege do câncer de próstata. É verdade?


Não existe evidência que ejaculação proteja do câncer de próstata.


Como funciona banco de óvulo/esperma? O SUS cobre?


O tratamento de um tumor pode deixar o homem ou mulher infértil. Graças ao congelamento de sêmen ou de óvulos, também chamado de criopreservação, é possível se tornar pai/mãe no futuro. Esse serviço está disponível em alguns hospitais credenciados ao Sistema Único de Saúde.


Quais as alternativas para a sexualidade do paciente com câncer de pênis?


Pensar em prótese peniana, uso de vibradores, relações não penetrativas que estimulem o orgasmo. Exercício de foco sensório, em que o paciente vai aprender vários pontos erógenos que não são apenas os genitais também pode ser uma boa opção.



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