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  • Foto do escritorCarolina Martins Vieira

Câncer de bexiga: uma mensagem de esperança!

Depoimento otimista e encorajador do apresentador do SBT Celso Portiolli transmite a importância do diagnóstico precoce para maior chance de cura da doença.

Em dezembro de 2021, o radialista e apresentador Celso Yunes Portiolli compartilhou com seus seguidores no Instagram a descoberta, aos 54 anos, de um câncer de bexiga em estágio inicial e o processo de tratamento com alta chance de cura. Segundo relato, o tumor foi identificado em exame de rotina e tratado com procedimento endoscópico e imunoterapia com BCG. Este tema vem detalhado na coluna desta semana pelo acadêmico de medicina Matheus Lavigne.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBU-SP), o câncer de bexiga é o segundo câncer mais frequente no trato urinário, predominando em homens, brancos e fumantes, com idade acima de 60 anos. Também alerta que o cigarro aumenta em 2 a 4 vezes o risco de ter a doença, em ambos os sexos. Assim, interromper ou evitar o tabagismo é uma poderosa estratégia de prevenção ao surgimento de diversos cânceres, como o de bexiga.

Estudos do INCA - Instituto Nacional do Câncer mostram que, felizmente, boa parte dos cânceres de bexiga são diagnosticados em fase inicial in situ (restrita à parede de revestimento interna), possibilitando elevada taxa de cura. Além do cigarro, exposição prolongada e desprotegida a fatores ambientais, como derivados de petróleo (tintas e corantes), irradiação pélvica e uso de ciclofosfamida (quimioterápico) também aumentam o risco a esse câncer.


A OMS - Organização Mundial de Saúde ainda não recomenda rastreamento universal, porém indivíduos com hematúria (sangue na urina) e disúria (ardor ao urinar) podem se beneficiar da investigação. Esses sintomas são sinais de alerta, mas também podem aparecer em doenças benignas do trato urinário, como infecção e cálculo renal.


Dentre os métodos diagnósticos iniciais, o exame de urina rotina identifica hemácias na urina, a citologia oncótica reconhece células cancerígenas na urina e o ultrassom revela pólipos na bexiga. Contudo, a cistoscopia, exame endoscópico sob anestesia local, é o método atual mais ideal para confirmação diagnóstica e estadiamento.

Após diagnóstico, tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética pode ser realizada para estadiamento clínico e planejamento terapêutico. Tumores in situ ou que não invadem a camada muscular, vasos e nervos da bexiga, nem linfonodos pélvicos apresentam mais chance de cura.

O tratamento depende do estadiamento do câncer e da decisão conjunta entre médico e paciente. Podendo ser: ressecção transuretral do tumor, retirada parcial ou total da bexiga, imunoterapia ou multimodal - ressecção local, quimioterapia e radioterapia. A imunoterapia com BCG, relatada pelo Celso Portiolli, consiste na injeção da vacina BCG, a mesma aplicada no braço dos bebês ao nascimento, dentro da bexiga para estimular as células de defesa a combater as células cancerígenas.

Portanto, o câncer de bexiga é prevenido, especialmente, ao evitar ou cessar o tabagismo; e a alta chance de cura é propiciada pelo diagnóstico precoce.

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