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  • Foto do escritorCarolina Martins Vieira

Câncer em crianças e adolescentes: quando suspeitar?

Os sintomas do câncer infantil muitas vezes são inespecíficos e parecidos com os de doenças comuns nessa fase. Por isso, consultar o pediatra é fundamental

Os cânceres em crianças e adolescentes são doenças de importante impacto na qualidade de vida do paciente e de sua família por uma série de fatores que afetam diversas áreas da vida: a dificuldade do diagnóstico, os sintomas da doença, os efeitos adversos do tratamento oncológico, o risco de complicações e o afastamento do paciente de seus círculos sociais, como a família e os amigos da escola podem ser fontes de sofrimento. Dessa forma, se faz necessária a divulgação de informações acerca de quando se suspeitar de cânceres nessa faixa etária, a fim de identificar a doença o mais precoce possível, visando um melhor prognóstico. Nesta semana, o acadêmico de medicina Fernando Bianco Gonçalves de Farias assume a coluna para conscientizar a respeito.


No Brasil, esse tema ganha um destaque especial pois, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2022 ocorreriam cerca de 8.460 casos de câncer infanto-juvenil, sendo a primeira causa de morte por doenças entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos no país. Os tipos de cânceres infantis mais comuns são as leucemias, seguidas pelos tumores cerebrais e os linfomas.


Outra informação relevante é a diferença entre os casos que ocorrem em adultos daqueles em crianças e adolescentes. Enquanto nos adultos as doenças oncológicas são muito relacionadas com fatores de risco ambientais, como exposição a produtos químicos, radiação e a hábitos de vida inadequados, nas duas primeiras décadas de vida o desenvolvimento do câncer está intensamente ligado a alterações genéticas ou a exposições da gestante durante a gravidez e, em geral, apresentam crescimento rápido, o que reforça a importância da suspeita precoce.


Os sintomas do câncer infantil muitas vezes são inespecíficos e parecidos com os de doenças comuns entre as crianças. Por isso, consultas frequentes ao pediatra são fundamentais. Mas deve-se atentar em especial para quadros mais prolongados, em geral durando mais de três meses e com piora progressiva ao longo do tempo.


O manual AIDPI, da Organização Pan-Americana da Saúde, elenca os principais sintomas sugestivos de câncer, divididos em algum risco de câncer e risco de câncer ou doença grave:


Algum risco de câncer: cansaço persistente, perda de apetite nos últimos três meses; perda de peso nos últimos três meses; suor noturno sem causa aparente; palidez; surgimento ou crescimento de ínguas, caroços ou massas.


Risco de câncer ou doença grave: febre por mais de sete dias sem causa aparente; dor de cabeça persistente, que interrompe o sono ou é acompanhada de vômito; dor óssea progressiva, especialmente se em apenas um lado do corpo; dor articular; sangramentos inexplicáveis; surgimentos de ínguas, caroços ou massas, especialmente se maiores que 2,5 cm, duros e indolores; alterações visuais; perda de força muscular ou coordenação das pernas; aumento do fígado ou do baço logo abaixo das costelas.


Diante da presença de algumas alterações acima percebidas pelos pais ou pelos filhos, é interessante uma consulta médica com o pediatra que acompanha o desenvolvimento do paciente para a investigação mais adequada.


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