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  • Foto do escritorCarolina Martins Vieira

O que são carcinógenos e quais os agentes com maior risco de causar câncer

Tudo começa com um dano ao DNA celular, justamente causado por uma substância carcinógena, que pode ser do nosso próprio organismo ou externa


“Não compra este produto porque causa câncer!" Quem nunca ouviu esse conselho antes? Bom, para iniciarmos este assunto, trago nesta coluna alguns importantes conceitos. O primeiro passo é entendermos como surge o câncer, ou seja, a carcinogênese.


Tudo começa com um dano ao DNA celular, justamente causado por uma substância carcinógena, que pode ser do nosso próprio organismo ou externa e dessa forma a célula perde seus mecanismos de controle e passa a se multiplicar desorganizadamente. Quanto mais esse processo avança, mais maligno se torna, resultando no câncer.


Agentes carcinógenos podem ser classificados de acordo com o estágio da carcinogênese em que atuam. Os oncoiniciadores dão, de forma simplificada, o pontapé inicial para o processo. Os oncopromotores entram após as células já estarem descontroladas e favorecem para que se tornem malignas. Por fim, os oncoaceleradores agem na fase final, em que o câncer já está instalado.

Mas quais são esses agentes? Um exemplo é o fumo, que contém agentes dos três tipos. Portanto, não existe uma quantidade segura de tabaco, como sempre falamos aqui!

A Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, vinculada à Organização Mundial de Saúde, divide os agentes carcinógenos em quatro grupos, de acordo com o nível de evidência de um agente em relação à carcinogênese. O nível de evidência se refere à confiabilidade das informações e não à chance de um agente causar câncer.

No grupo 1 estão os agentes com alto nível de evidência em relação à carcinogênese, incluindo substâncias como asbesto, arsênico, formaldeído, compostos de níquel, poluição atmosférica, carnes processadas e até vírus como os da Hepatite B/C e Epstein Barr.  No grupo 2A estão os agentes provavelmentes carcinógenos, através de dados em humanos e animais. Aqui podemos citar alguns produtos da fabricação do vidro, do chumbo e do petróleo e até mesmo a infecção por malária.

Já no grupo 2B, temos agentes possivelmente carcinógenos, mas com evidências mais fracas em humanos, incluindo: clorofórmio, gasolina, alguns corantes e medicamentos como fenobarbital e fenitoína.


O grupo 3 aborda agentes não classificáveis quanto à carcinogênese, incluindo: implantes de silicone, medicamentos como espironolactona e prednisona e a maioria dos tonalizantes capilares. E por último, no grupo 4, temos agentes provavelmente não carcinogênicos para humanos.

Esta classificação considera se uma substância apresenta risco de causar câncer. Já o risco de um indivíduo desenvolver câncer leva em consideração não somente o nível de exposição àquele agente, mas também características genéticas e como está a saúde do indivíduo exposto. Ou seja, pessoas com maior predisposição familiar e/ou saúde mais debilitada (por imunossupressão, má alimentação, obesidade, sedentarismo) podem ter mais chances de câncer quando expostas a carcinógenos quando comparadas com pessoas mais saudáveis. 


Tem alguma dúvida ou gostaria de sugerir um tema? Escreva pra mim: carolinavieiraoncologista@gmail.com

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