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  • Foto do escritorCarolina Martins Vieira

Próstata: como prevenir um dos cânceres mais comuns entre homens?

Campanha Novembro Azul chama a atenção para a saúde masculina e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata


Depois de um mês inteiro dedicado exclusivamente à conscientização sobre o câncer de mama, entramos no mês que a saúde masculina se torna protagonista. Começamos o Novembro Azul – um movimento mundial, originado em 2003, na Austrália, para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata.


O motivo para as ações que acontecem neste mês é sério: no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não melanoma). As estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam 68.220 novos casos para o biênio 2018/2019. Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais comum, sendo a maioria dos casos (75%) diagnosticados em idosos.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) também traz estatísticas preocupantes. Dados da organização mostram que o câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens no mundo, com mais de 1,2 milhão de casos e 358 mil mortes anualmente.


Muito se fala sobre o tema, mas vejo que ainda existem dúvidas sobre o que exatamente estamos falando. A próstata é uma glândula exclusivamente masculina, localizada logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso). Embora seja nessa glândula que parte do sêmen é produzida, a próstata não está associada à libido e nem à função sexual, como muitos pensam.


E o que provoca o surgimento e desenvolvimento desse tipo de câncer? A idade é fator de risco mais comum, raramente o câncer de próstata surge antes dos 40 anos de idade. Outros dois importantes pontos que merecem atenção é o histórico familiar – irmão ou pai que tiveram a doença antes dos 60 anos – e os hábitos e vida.


A exposição acentuada a alguns pesticidas pode estar associada a um risco maior de surgimento do câncer. Além disso, vários tipos de infecção já foram apontados como fatores contribuintes no desenvolvimento do câncer de próstata. Estudos sugerem um aumento significativo, porém modesto (aproximadamente 1,5 a 2 vezes) no risco de câncer de próstata em homens com prostatite, mas como ocorre a relação entre prostatite e câncer de próstata ainda não é claro.


Embora ainda sejam necessários estudos mais aprofundados, a infecção por Trichomonas vaginalis (micro-organismo responsável por causar vaginose em mulheres) também já foi associada a homens que, posteriormente, foram diagnosticados com câncer de próstata.


A associação significativa entre obesidade a o risco de câncer de próstata é um fator presente em muitas pesquisas. Entre os pacientes diagnosticados com a doença, há uma clara relação entre a obesidade a agressividade do câncer, com aumento na taxa de mortalidade proporcional ao grau de obesidade.


E como podemos melhorar esses cenários? Adotando um estilo de vida mais saudável. Uma dieta rica em gordura animal (principalmente carnes vermelhas e alguns laticínios) e pobre em vegetais pode ser um fator de risco no desenvolvimento do câncer de próstata.


O uso regular de suplementos multivitamínicos não parece afetar o risco de câncer de próstata precoce ou localizado. Por outro lado, foi observado um risco aumentado de câncer de próstata avançado ou fatal em homens que usam quantidades relativamente grandes de multivitaminas. Ou seja, até vitaminas em excesso podem fazer mal.


Mais uma vez reforço: para diminuirmos a incidência de câncer – e, não somente de próstata, mas também de vários outros tipo -, o ideal é adotar uma alimentação equilibrada, priorizando o consumo de alimentos frescos e diminuindo os industrializados.


Tem alguma dúvida sobre o câncer de próstata? Envie para carolinavieiraoncologista@gmail.com.

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