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  • Foto do escritorCarolina Martins Vieira

Reposição hormonal e o câncer de mama

A terapia de reposição hormonal é um dos tratamentos mais usados para auxiliar a mulher na menopausa e a avaliação médica é essencial para o tratamento seguro


A utilização da terapia de reposição hormonal nas mulheres no período da menopausa vem sendo muito debatida nos últimos anos, principalmente em mulheres que possuem história prévia de câncer de mama ou casos na família. Nesta semana, o acadêmico de Medicina da UNIFENAS, Romildo Oliveira, trouxe o tema para discussão.


Os estudos mais antigos em relação ao assunto afirmam que existe um risco aumentado no desenvolvimento de câncer de mama em mulheres que realizaram reposição hormonal. Porém, na prática clínica atual, alguns médicos, embasados em novos dados, defendem que a terapia hormonal é segura e benéfica para as pacientes.


O câncer de mama é o tipo de neoplasia mais frequente no mundo (exceto tumores de pele não melanoma) e a primeira causa de morte por câncer na população feminina no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Ele não possui causa única, uma vez que diversos fatores estão relacionados ao seu desenvolvimento, sendo os mais conhecidos: idade, fatores genéticos, hereditários, hormonais e ambientais, além da história reprodutiva.


Os fatores hormonais estão relacionados principalmente ao estímulo do estrogênio, seja ele produzido pelo próprio corpo ou aquele obtido por meio da reposição hormonal. Esse hormônio é responsável por estimular as células mamárias até o encerramento da menopausa. A partir daí, surge o cuidado em relação à reposição hormonal.


Entenda o objetivo da reposição hormonal na menopausa


As mulheres, quando entram no período da menopausa, podem apresentar sintomas que reduzem sua qualidade de vida, como ondas de calor, sudorese noturna, cansaço e alterações de humor. Em geral, esses sintomas surgem de forma gradual e sua intensidade pode variar de uma mulher para outra.


A menopausa é a cessação permanente da menstruação em decorrência da diminuição da produção de hormônios pelos ovários, causando assim o surgimento dos sintomas. O tratamento mais usado é a terapia de reposição hormonal e sua indicação pode mudar conforme os sintomas de cada paciente, seu estado de saúde atual e seu histórico de doenças.


Os hormônios utilizados, a dosagem e o tempo de tratamento são determinados pelo médico especialista após avaliação criteriosa do caso, levando em consideração a individualidade de cada paciente. Na próxima semana falaremos sobre os riscos de câncer associados à reposição hormonal e como esta intervenção pode ser indicada da melhor forma possível.

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